Como funciona
O sistema segue a ordem de uma casa de verdade. Não dá para registrar uma dose sem prescrição, nem admitir alguém sem leito — e isso é de propósito: é o que impede o registro de descrever uma situação que nunca existiu.
O caminho, em ordem
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A casa se descreve
Quartos e leitos são cadastrados uma vez. É o que o mapa de ocupação mostra depois, e é a base de tudo: sem leito não há admissão.
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O residente é cadastrado
Nome, nascimento e CPF. O CPF serve para a casa não cadastrar a mesma pessoa duas vezes — e não aparece nas telas do dia a dia.
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A estadia é aberta
Admitir liga a pessoa a um leito. Um leito tem no máximo uma estadia aberta, e um residente também: o sistema recusa a segunda, não avisa depois.
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A prescrição é escrita
Medicamento, dose, unidade, via e os horários do dia. Quem prescreve precisa da autorização para isso, que é diferente da de quem administra.
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A grade do dia aparece sozinha
Cada horário da prescrição vira uma dose prevista, todo dia em que ela vale. O turno abre a grade e vê o que sai agora.
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O turno registra
Dose administrada, ou não administrada com o motivo. Medidas, ocorrências e rodadas de rotina entram do mesmo jeito, com o nome de quem registrou.
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A estadia é encerrada
Alta, transferência ou óbito. O leito volta a ficar livre no mesmo ato, e o histórico da pessoa continua inteiro.
A clínica também cadastra medicamentos e lotes com validade, registra entradas e dispensações ligadas à prescrição e consulta o saldo. A grade de medicação e os sinais vitais podem ser baixados em PDF ou planilha. Os sinais vitais mostram normal, atenção ou fora da faixa junto dos limites usados. A clínica pode configurar suas faixas; o padrão RepouseBem cobre pressão arterial adulta. Sem faixa, a medida fica registrada sem classificação.
Quem vê o quê
Cada pessoa da equipe tem um cargo, e o cargo decide o que ela alcança. Quem registra dose o dia inteiro não necessariamente prescreve; quem coordena a escala não necessariamente executa cuidado. São autorizações separadas porque são responsabilidades separadas — e, no Brasil, de conselhos profissionais diferentes.
O que o sistema ainda não faz
Melhor saber agora do que depois de assinar:
- Não emite nota fiscal nem controla mensalidade de residente.
- Não tem aplicativo para a família. O portal de responsáveis mostra apenas o nome do residente e orientações institucionais, sem acompanhamento clínico.
- Não integra com prontuário eletrônico de hospital nem com plano de saúde.
A classificação é uma sinalização operacional; não substitui a avaliação clínica.
Faz sentido para a sua casa?
Conte como o registro é feito hoje — no caderno, na planilha, num sistema que não serve. É por aí que a conversa começa.